domingo, 13 de abril de 2008

Ong-Aborto

Uma em cada quatro latino-americanas já sofreu um aborto
Agência Ansa
Reprodução de www.womenonwaves.org em 13/04/2008
Montevidéu - Uma de cada quatro ou cinco mulheres latino-americanas "teve ou terá um aborto em sua vida", disse Rebecca Gomperts, médica holandesa promotora do "Mulheres sobre as ondas", organização que tem uma clínica ambulatória em um barco que navega pelas águas que limitam com países onde o aborto é ilegal. Rebecca assistiu em Montevidéu ao 4º Congresso Latino-americano sobre Saúde e Direitos Sexuais Reprodutivos que terminou neste sábado. Sua visita coincidiu também com um debate parlamentar em andamento no país pela descriminalização do aborto. "Ouvi histórias de todo o tipo, algumas muito negativas nas quais fui tocada emocionalmente", disse à ANSA Rebecca, que teve a idéia do barco após constatar o número de mortes de mulheres no México - onde realizava trabalhos voluntários - por abortos ilegais. O barco "é um símbolo que busca adquirir visibilidade", disse Rebecca que explicou que a ONG conta com outra "ferramenta" - o site
www.womenonwaves.org - da qual "ajudamos cerca de 4 mil mulheres por ano", respondendo a perguntas e dúvidas sobre a problemática. A tripulação do barco inclui uma equipe médica que assiste às comunidades com palestras Segundo a propulsora, a ONG pretende prevenir os abortos inseguros e orientar as mulheres para que exerçam seus direitos à autonomia física e mental a partir da combinação dos serviços de atenção de saúde grátis e educação sexual. O 4º Congresso Latino-americano sobre Saúde e Direitos Sexuais reúne representantes do Brasil, Tunis, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Peru, Equador, Espanha, República Dominicana, Estados Unidos, Holanda, Itália, México, Paraguai e Uruguai.

Por quê desta postagem?

Não sou a favor do aborto. Mas também não posso ser a favor do abandono de mulheres grávidas e desamparadas, á mercê da prática de abortos que poderão acarretar em mortes das mesmas. Sou contra a proibição. Pois a proibição leva á prática de fundo de quintal, ao descaso, á violência e ao desrespeito à mulher Sou a favor de uma educação sexual da criança e juventude, amparo das grávidas, punição dos jovens que não assumem suas responsabilidades, mas punição educacional. Nas escolas, dentro de casa, na mídia, todos nós devemos amparar ao invés de massacrar a mulher que se encontra nessa situação, numa gravidez mal desejada ou em que se vê abandonada pelo pai da criança e/ou pela família. Mas, sou contra á esta ong que distribui determinada medicação abortífera. Defendo essa ong no sentido de cuidar de uma mulher que já fez o aborto ou está pra fazer em um fundo de quintal qualquer, amparando-a e encorajando-a a ter o bebê... O Brasil sabe ser moralista, mas não sabe ter compaixão.
Ailce Kênia