segunda-feira, 28 de abril de 2008

Façam amor, não façam guerra

É estranho como a cidade para por causa de uma decisão num campeonato de futebol. Até pode ser normal pra algumas pessoas, como antigamente era pra mim. Mas, se você olha, neutramente, é estranho. As pessoas gritam pelas ruas, jogam a bandeira na cara das pessoas que passam e nos carros, batem nas que se opõem, xingam... isso não é respeito. Se eu falo de Cristo, eu sou louca. Quando eu falo de Deus, não xingo ninguém, nem bato, nem esfrego a bíblia na cara da pessoa, não grito; têm a opção de dizer:Ailce, eu não quero. Deus é o nosso criador, o nosso pai... Porque ele não recebe tamanha honra das pessoas, dessas mesmas que honram tanto sua paixão pelo seu time? Desta vez eu pude analisar melhor uma manifestação, pois não tenho mais esse sentimento exagerado pelo futebol. Um bando de caras que correm atrás da bola por dinheiro e quase nunca por paixão á camisa, enquanto torcedores morrem e se violentam... Sou atleticana e vascaína desde sempre, de família, mas agora não sofro mais com isso. Antigamente eu brigava, eu chorava, já cheguei ao ponto de me pegar com o porteiro do meu prédio que eu mais gostava, ele flamenguista me enchendo a paciência num momento inoportuno e eu, grávida, com meus 2 times avessos ao flamengo... Olha que horror! Só parei quando um vizinho chegou e a ficha caiu. Que vergonha! Hoje, a gente brinca quando lembra disso. Mas, é esse tipo de coisa que acontece no futebol. Desrespeito, violência, guerra... E pra Deus, nada? Tem gente que só lembra dele no desespero. Façam amor, não façam guerra. Mas, acho que amor, hoje, tá virando loucura ou demodê. Os valores estão se invertendo. Acho que devo estar ficando doida mesmo. Não quero nunca mais fazer guerra, mas quero fazer muito amor... mas as pessoas não querem fazer amor, querem fazer guerra(em todos os sentidos...)...
Ailce Kênia